quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AVES

As aves são animais vertebrados que podem ser facilmente distinguidos pela presença de penas. A pena é uma característica exclusiva desses animais, ou seja, está presente em todas as espécies do grupo. Além disso, as aves não possuem dentes, são endotérmicas e apresentam um metabolismo elevado.

As aves podem ser encontradas em todos os continentes e, atualmente, já foram descritas cerca de 12.000 espécies. Entre as espécies desse grupo há uma grande variedade de formas, tamanhos e hábitos. Existem desde espécies com poucos centímetros de altura até espécies como o avestruz, que pode atingir mais de dois metros de altura.

Embora a maioria das aves esteja adaptada ao vôo, existem algumas exceções. O pingüim, por exemplo, não voa, mas pode nadar e mergulhar. Já o avestruz pode caminhar e correr.

As aves surgiram durante a Era Mesozóica, cerca de 150 milhões de anos atrás. Acredita-se que elas evoluíram a partir de répteis bípedes, próximos aos dinossauros. O registro mais antigo de uma ave é o fóssil da espécie Archaeopteryx lithografica. Embora o Archaeopteryx possuísse penas, ele também apresentava outras características, como uma longa cauda e ossos compactos, mais semelhantes aos répteis do que às aves atuais.

Adaptações para o vôo

As aves possuem diversas adaptações para o vôo que estão relacionadas ao formato aerodinâmico e à redução do peso do corpo. A presença de membros anteriores, transformados em asas, e de penas são algumas dessas adaptações. A pena é uma estrutura leve, mas ao mesmo tempo flexível e resistente. Além de atuar no vôo, é também um importante isolante térmico.

O isolamento térmico fornecido pelas penas foi essencial para o surgimento da endotermia nas aves. Isso permitiu que o calor produzido pela alta taxa metabólica desses animais não se dissipasse para o ambiente externo. Esse isolamento também protege as aves da perda de calor gerada pela passagem do ar pelo corpo durante o vôo.

Muitos dos ossos das aves são pneumatizados. Isso significa que o seu interior é oco, o que os torna mais leves. No interior dos ossos pneumáticos existem extensões do pulmão chamadas de sacos aéreos. Os sacos aéreos contribuem para a redução da densidade das aves, além de promoverem a refrigeração interna e atuarem nas trocas gasosas durante a respiração.

Outras características que contribuem para a redução do peso são: ausência de dentes, ausência de bexiga urinária e atrofia das gônadas fora da época reprodutiva. Além disso, as fêmeas geralmente só possuem um ovário.

O osso que une as costelas na região ventral, o esterno, apresenta uma projeção chamada de quilha. A quilha é o ponto de inserção dos fortes músculos peitorais, responsáveis pelo batimento das asas.

Digestão e excreção

A ausência de dentes impede que as aves triturem o alimento na boca, antes de engolir. Esta função é assumida pela moela, uma região do estômago cujas paredes são dotadas de músculos fortes. Na moela os alimentos são triturados e esmagados, ou seja, é realizada a digestão mecânica. Algumas espécies armazenam pedrinhas na moela, que aumentam o atrito e auxiliam na trituração do alimento.

Muitas espécies possuem um papo. O papo corresponde a uma dilatação da porção posterior do esôfago e serve para armazenar, temporariamente, o alimento coletado. Quando estão com filhotes, as aves podem armazenar alimento no papo para transportá-lo até o ninho e alimentar a prole.

As aves, assim como a maioria dos répteis, excretam ácido úrico, uma substância nitrogenada que é insolúvel em água. As excretas são eliminadas na forma de uma pasta branca junto com as fezes, que possuem coloração escura.

Reprodução

A fecundação das aves é interna e, assim como os répteis, elas possuem um ovo terrestre com uma casca protetora externa. Internamente, encontram-se os anexos embrionários.

As aves são animais ovíparos, ou seja, botam ovos que completam seu desenvolvimento fora do corpo materno. Isso contribui para a redução do peso da fêmea, pois ela não carrega o ovo ou o embrião dentro de seu corpo, como na ovoviviparidade e na viviparidade.

As aves chocam os ovos e cuidam dos filhotes após o nascimento. Este comportamento de cuidado com a prole é chamado de cuidado parental. Em muitas espécies tanto a fêmea quanto o macho realizam esta atividade.

Órgãos dos sentidos

As aves possuem a visão e a audição bem desenvolvidas. Esses sentidos são essenciais para um deslocamento eficiente no ar, durante o vôo. Já o olfato é pouco desenvolvido na maioria das espécies.

A produção de sons é realizada através de uma estrutura situada na base da traquéia, a siringe. A vocalização possui uma grande importância na comunicação das aves, sendo uma característica particular de cada espécie.

RÉPTEIS

Os répteis (do latim reptare, 'rastejar') abrangem cerca de 7 mil espécies conhecidas. Eles surgiram há cerca de 300 milhões de anos, tendo provavelmente evoluído de certos anfíbios. Foram os primeiros vertebrados efetivamente adaptados à vida em lugares secos, embora alguns animais deste grupo, como as tartarugas, sejam aquáticos.
A Terra já abrigou formas gigantescas de répteis, como os dinossauros. Hoje esse grupo é representado por animais de porte relativamente menor, como os jacarés, tartarugas, cobras e lagartos.
                                                          A PELE DOS ´RÉPTEIS
Os répteis têm o corpo recoberto por uma pele seca e praticamente impermeável. As células mais superficiais da epiderme são ricas em queratina, o que protege o animal contra a desidratação e representa uma adaptação à vida em ambientes terrestres. A pele pode apresentar escamas (cobras), placas (jacarés, crocodilos) ou carapaças (tartarugas, jabutis).

Escamas de cobras.
                                                        TEMPERATURA CORPORAL
Os répteis, assim como os peixes e os anfíbios, são animais pecilotérmicos: a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente.

Respiração e circulação de sangue
A respiração dos répteis é pulmonar; seus pulmões são mais desenvolvidos que os dos anfíbios, apresentando dobras internas que aumentam a sua capacidade respiratória.
Os pulmões fornecem aos répteis uma quantidade suficiente de gás oxigênio, o que torna "dispensável" a respiração por meio da pele, observada nos anfíbios. Aliás, com a grande quantidade de queratina que apresenta, a pele torna-se praticamente impermeável, o que impossibilita a aquisição de gás oxigênio.
O coração da maioria dos répteis apresenta dois átrios e dois ventrículos parcialmente divididos. Nos ventrículos ocorrem mistura de sangue oxigenado com sangue não-oxigenado. Nos répteis crocodilianos (crocodilo, jacarés), os dois ventrículos estão completamente separados, mas o sangue oxigenado e o sangue não-oxigenado continuam se misturando, agora fora do coração.

ALIMENTAÇÃO E DIGESTÃO
Em sua maioria, os répteis são animais carnívoros; algumas espécies são herbívoras e outras são onívoras. Eles possuem sistema digestório completo. O intestino grosso termina na cloaca.

REPRODUÇÃO
O sistema reprodutor dos répteis foi um importante fator de adaptação desses animais ao ambiente terrestre. Os répteis fazem a fecundação interna: o macho introduz os espermatozóides no corpo da fêmea.
A maioria é ovípara, ou seja, a fêmea põe ovos, de onde saem os filhotes. Esses ovos têm casca rígida e consistente como couro. Os ovos se desenvolvem em ambiente de baixa umidade.
A fecundação interna e os ovos com casca representam um marco na evolução dos vertebrados, pois impediram a morte dos gametas e embriões por desidratação. Assim, em ralação a reprodução, os répteis tornaram-se independentes da água. A tartaruga marinha e muitos outros répteis aquáticos depositam os seus ovos em ambiente terrestre. Eles ficam cobertos de areia e aquecidos pelo calor do Sol.
 O ovo é rico em vitelo - substância que nutre o embrião - e é capaz de reter a umidade. Na casca há poros, pequenos orifícios que permitem a entrada de oxigênio do ar e a saída de gás carbônico, ou seja, a troca de gases. Isso ajuda a manter o embrião vivo.
A maioria dos répteis não precisa cuidar dos seus ovos e filhotes. Os filhotes quando "prontos" saem da casca usando seus próprios recursos. Porém, tanto o jacaré, quanto o crocodilo têm muito cuidado com os ovos e os filhotes. A fêmea põe os ovos no ninho e fica por perto até o nascimento dos filhotes, que são carregados na boca até a água, onde ficam com a mãe. Alguns chegam a permanecer com a mãe por mais de três anos.

Existem também os répteis em cujos ovos, já na ocasião da postura, há filhotes formados. Os ovos ficam retidos com o embrião em um canal no corpo da fêmea, enquanto se desenvolvem, como ocorre em algumas cobras. Quando os ovos saem do corpo da fêmea, os filhotes dentro deles já se encontram formados. A casca desses ovos é bem fina, como uma membrana, permitindo a saída dos filhotes logo após a postura. Esses animais são classificados como ovovivíparos. Há ainda alguns répteis vivíparos, que produzem filhotes já "prontos", sem terem se desenvolvido em ovos, como certas espécies de lagartos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Peixes



Características que favorecem a vida na água
Os peixes apresentam várias características que favorecem o desempenho de suas atividades no ambiente em que vivem. Entre elas, destacam-se:
  • corpo com formato, em geral, hidrodinâmico, isto é, achatado lateralmente e alongado, o que favorece seu deslocamento na água;
  • presença de nadadeiras, estruturas de locomoção que, quanto à localização, podem ser peitorais, ventrais, dorsais, caudais e anais;
  • corpo geralmente recoberto por escamas lisas, cuja organização diminui o atrito com a água enquanto o animal se desloca; além disso , a pele é dotada de glândulas produtoras de muco, o que também contribui para diminuir o atrito com a água;
  • musculatura do tronco segmentada, o que permite a realização de movimentos ondulatórios.

A temperatura corporal
Os peixes são animais pecilotérmicos. Isso significa que a temperatura do seu corpo varia de acordo com a do ambiente. A temperatura do corpo dos peixes em geral mantém-se mais ou menos próxima à temperatura ambiental.

Respiração e circulação de sangue
A maioria dos peixes respira por meio de brânquias, também conhecidas como guelras. A água entra continuamente pela boca do peixe, banha as brânquias e sai pelas aberturas existentes de cada lado da cabeça.
Nas brânquias, onde existem muitos vasos sanguíneos, o gás oxigênio dissolvido na água passa para o sangue. Ao mesmo tempo, o gás carbônico que se forma no organismo do animal e que está no sangue passa para a água, sendo eliminado do corpo.
O coração dos peixes tem duas cavidades um átrio e um ventrículo - e por ele circula apenas sangue não-oxigenado. Depois de passar pelo coração, o sangue não oxigenado vai para uma artéria e dai para as brânquias, onde recebe gás oxigênio. A seguir, esse sangue, agora oxigenado, é distribuído para todos os órgãos do corpo do animal.




Alimentação e digestão
Alguns peixes são herbívoros, alimentando-se principalmente de algas. Outros são carnívoros, e alimentam-se de outros peixes e de animais diversos, como moluscos e crustáceos.
Nas zonas abissais - os grandes abismos oceânicos, destituídos de luz -, onde os seres fotossintetizantes não sobrevivem, há muitos peixes detritívoros, que se alimentam de restos orgânicos oriundos da superfície iluminada, e também peixes carnívoros.
O sistema digestório dos peixes é constituído de boca, faringe, esôfago, estômago e intestino, além de glândulas anexas, como o fígado e o pâncreas.

Os sentidos
Os peixes têm vários órgãos dos sentidos
  • Bolsa olfatória - São formadas por células localizadas nas narinas e associadas à percepção de cheiros das substâncias dissolvidas na água. O sentido do olfato dos peixes é geralmente muito aguçado. O tubarão, por exemplo, pode "farejar" sangue fresco a dezenas de metros de distância.
  • Olhos - Permitem formar imagens nítidas a curta distância. A distâncias maiores, percebem apenas objetos em movimento na superfície da água. Alguns peixes têm percepção das cores e outros não. Os tubarões e as raias (também conhecidas como arraias), por exemplo, não distinguem cores. Os olhos são geralmente grandes e não possuem pálpebras nem glândulas lacrimais.
  • Linha lateral - É formada por uma fileira de poros situada de cada lado do corpo, com ramificações na cabeça. Os poros comunicam-se com um canal localizado sob as escamas, no qual existem células sensoriais. Por meio das células sensoriais, o peixe percebe as diferenças de pressão da água, que aumenta gradativamente com a profundidade. Percebe também correntes e vibrações na água, detectando a presença de uma presa, de um predador ou os movimentos de outros peixes que estão nadando ao seu lado, o que é muito importante para as viagens em cardumes. Percebe, ainda, a direção dos movimentos da água, o que facilita sua locomoção na escuridão ou em águas turvas.
Peixes em extinção


Classificação
Existem duas classes de peixes: a classe dos condrictes (do grego khondros: 'cartilagem'; e ichthyes: 'peixe'), ou peixes cartilaginosos, e a classe dos osteíctes (do grego osteon: 'osso'), ou peixes ósseos.
Os peixes ósseos são os mais abundantes em número de espécies conhecidas, representando cerca de 95% do total dessas espécies. Existem várias diferenças entre os peixes cartilaginosos e os ósseos.

Os peixes cartilaginosos
Os peixes cartilaginosos, como o tubarão e a raia, vivem principalmente em água salgada. Mas algumas espécies de raia vivem em água doce.
Entre as características dos peixes cartilaginosos, podemos considerar:
  • esqueleto cartilaginoso e relativamente leve;
  • presença de cinco pares de fendas branquiais e um orifício chamado espiráculo, por onde entra a água e banha as brânquias;
  • boca localizada ventralmente e intestino terminando em uma espécie de bolsa chamada cloaca - nela, convergem os dutos finais do sistema digestório, urinário e genital.
 
Tubarão-Frade (Cetorhinus maximus)


Os peixes ósseos
Os peixes ósseos são abundantes tanto em água salgada (tainhas, robalos, cavalos-marinhos, pescadas, etc.) como em água doce (lambaris, dourados, pintados, pacus, acarás-bandeiras, etc.).
Vamos considerar algumas características dos peixes ósseos:
  • esqueleto predominantemente ósseo;
  • presença de quatro pares de fendas branquiais e ausência de espiráculo, brânquias protegidas por uma estrutura denominada opérculo;
  • boca localizada na região anterior e intestino terminado no ânus, não há cloaca;
  • presença, em muitas espécies, de uma vesícula armazenadora de gases chamada bexiga natatória ou vesícula gasosa.
Ausente nos peixes cartilaginosos, a bexiga natatória - que pode aumentar e diminuir de volume de acordo com a profundidade em que o peixe se encontra - favorece a flutuação e, com isso, permite ao animal economizar energia, já que ele pode permanecer mais ou menos estável numa determinada profundidade sem que para isso necessite de grande esforço muscular para a natação.

 Reprodução
 A maioria dos peixes ósseos apresenta fecundação externa: a fêmea e o macho liberam seus gametas na água. Após a fecundação do óvulo por um espermatozóide, forma-se o zigoto. Em muitas espécies de peixes ósseos, o desenvolvimento é indireto, com larvas chamadas alevinos.
Nos peixes cartilaginosos, a fecundação é geralmente interna: o macho introduz seus espermatozóides no corpo da fêmea, onde os óvulos são fecundados. O desenvolvimento é direto: os ovos dão origem a filhotes que já nascem com o aspecto geral de um adulto, apenas menores













  

Urocordados, Cefalocordados e Vertebrados

Urocordados:                                                                                 
                                                                        
 
















Cefalocordados: 
                                                                                            
Vertebrados:













  • Agnatos:

 
 
 









  • Gnatostomados
Condrictes:











Osteictes:











Anfíbios:











Repteis:










Aves:











Mamíferos:












quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Filo: Equinoderma

 Equinoderma:


 O Filo Echinodermata compreende todos os animais marinhos invertebrados que são cobertos por espinhos, ou por um endoesqueleto calcário. Alguns exemplos são a estrela-do-mar, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, etc. Os animais deste filo são muito simples, não apresentam muita evolução. Seu sistema nervoso é muito reduzido, não possuem qualquer tipo de órgão sensorial especializado, embora alguns tenham algumas células olfativas e tácteis. Em sua maioria, têm o corpo com simetria radial, ou seja, seu corpo é dividido em partes iguais que se juntam ao eixo central. Há ainda os pentarradiais, com 5 partes iguais (maioria das estralas-do-mar).

Os animais equinodermos se assemelham muito com os do Filo Chordata, pois têm um Celoma verdadeiro, e por serem deuterostômios (o orifício embrionário chamado blastóporo origina o ânus).
O seu sistema circulatório é hidrovascular, presente somente nesse filo. Porém também apresentam o sistema hemal e peri-hemal, que são parcialmente ligados ao celoma (cavidade interna do animal). O sistema digestivo é completo, com boca e ânus. Na bolacha-da-praia e ouriços ainda é possível encontrar uma estrutura mastigadora formada por cinco “dentes”, chamada de Lanterna de Aristóteles, movidos por músculos.
















O Sistema Ambulacrário (locomoção)
A locomoção é o grande diferencial deste filo. Utilizam um sistema chamado Ambulacrário. Esse sistema consiste em a água do mar entrar no corpo do indivíduo, através da placa madrepóritca (uma placa circular com vários poros), e circular em canais (canal pétreo) dentro do corpo.
Cada canal emite numerosas ampolas, das quais partem os pés embulacrários. A água penetra pela placa madrepórica, percorre todo o sistema e é eliminada pelos terminais dos canais radiais. Ao passar pelas ampolas, pode ser compelida (por pressão com os músculos) a entrar nos pés ambulacrários, que se estufam para a frente. Como esses pés possuem ventosas nas extremidades, isso pode permitir ao animal fixar-se num substrato ou reter um alimento. A contração de outros músculos pode devolver a água às ampolas, determinando a retração dos pés ambulacrários.

Sistema digestório

O sistema digestório geralmente completo, axial ou enrolado; ânus ausente nos ofiuróides. Nos asteróides é pentâmero, ocupa a maior parte do espaço interno do disco e braços. A boca está localizada no centro de uma membrana peristomial circular e resistente, que é muscular e tem um esfíncter.Resíduos não digeríveis de dentro do estômago e dos cecos pilóricos passam para o reto, onde formam as fezes e são eliminados.

Sistema nervoso

Eles têm um sistema nervoso radial simples, que consistem em uma rede nervosa modificada (neurônios interconectados sem nenhum órgão central) e composto por anéis nervosos nervos radiais em volta da boca se estendendo por cada braço. Os ramos desses nervos coordenam o movimento do animal. Os equinodermos não têm cérebro, embora alguns possam ter gânglios. Destes, o mais importante é o sistema oral, composto por um anel nervoso em torno da boca e por um nervo radial principal no interior de cada braço.  Em seguida, temos um sistema mais profundo (hiponeural), que se estende aboralmente em relação ao sistema oral e, por fim, um sistema aboral, formado por um anel ao redor do ânus e por nervos radiais ao longo da superfície superior de cada raio.

Reprodução

Os sexos normalmente são separados. A reprodução sexual tipicamente consiste de liberação de gametas na água, com a fecundação acontecendo externamente com a incubação do zigoto em algumas espécies.
Em condições normais, algumas estrelas-do-mar reproduzem assexuadamente pela clivagem do disco central. Cada parte regenera-se e se reproduz na fase larval.







Artrópodes: Aracnídeos, Quilópodes, Diplópodes e Crutáceos.

 INVERTEBRADOS
Os Artrópodes: Aracnídeos, Quilópodes e Diplópodes

            Os aracnídeos estão divididos em vários grupos. Dentre eles seguem as informações sobre os mais importantes:
  • Araneídeos - as aranhas;
  • Escorpionídeos - os escorpiões; e
  • Acarinos - os carrapatos e os ácaros.
Araneídeos (aranhas):
            As aranhas apresentam o corpo dividido em cefalotórax (cabeça fundida ao tórax) e abdome. Nas aranhas o cefalotórax está unido ao abdome por uma fina "cintura" chamada pedículo.
            Na parte da frente do cefalotórax existem vários olhos simples, um par de quelíceras e um par de palpos. As quelíceras são estruturas pontiagudas que inoculam veneno numa presa, paralisando-a. Os palpos servem para manipular o alimento. Possuem quatro pares de pernas e não tem antenas.
            Na extremidade do abdome existem vários tubinhos onde se encontram as glândulas fiandeiras. Essas glândulas produzem uma substância pegajosa com a qual a aranha tece suas teias.
            As teias são feitas com vários tipos de fio: alguns muito resistentes; outros utilizados para enrolar as presas e outros ainda para fazer as cápsulas onde elas colocam os ovos.
            A caranguejeira, a armadeira, a aranha-marrom e a viúva-negra são alguns exemplos de aranhas. Suas informações seguem abaixo:
  • As aranhas-caranguejeiras são as maiores aranhas que existem na Terra. Ela tem vinte centímetros de diâmetro, incluindo as pernas. As caranguejeiras, embora amedrontem pelo tamanho, são aranhas relativamente inofensivas: possuem pêlos urticantes que podem provocar reações alérgicas numa pessoa.
  • As armadeiras são muito agressivas e podem saltar sobre as suas vítimas. Vivem entre bananeiras, terrenos baldios e podem entrar nas residências, escondendo-se em lugares mais escuros. A sua picada causa dor local e pode provocar vômitos, diarréia, queda da pressão arterial e convulsões.
  • Este tipo de aranha tem hábitos noturnos e vive entre folhas secas, cascas de árvores e também pode entrar nas residências, escondendo-se em lugares mais escuros. A sua picada não é muito dolorida, mas o veneno é muito perigoso. Provoca grandes feridas, febre, vômitos e, nos casos mais graves e raros, pode destruir os glóbulos vermelhos do sangue, causando anemia, comprometer as funções do fígado e até levar à morte.
  • Esta aranha vive em vegetação rasteira e em barrancos. A sua picada causa dor local, cãibras, calafrios, alterações no ritmo respiratório e cardíaco e problemas renais. É rara no Brasil. 
            O tratamento das picadas das aranhas de um modo geral deve ser feito com analgésicos, para passar as dores, e aplicação de soros especiais. Em qualquer caso, a vítima deve procurar um posto de saúde ou um hospital para que o tratamento seja orientado por um médico.
Escorpionídeos (escorpiões):
            O corpo dos escorpiões é semelhante ao das aranhas, com uma diferença: o abdome é dividido em duas partes, pré-abdome e pós-abdome. No pós-abdome, encontra-se uma glândula que produz o veneno, que o animal injeta na vítima com um aguilhão.
            Os escorpiões podem viver tanto em lugares desertos quanto nas matas. Vivem também debaixo de pedras, tijolos, telhas e nas fendas das árvores.
            O acúmulo de entulho e lixo nas ruas, quintais junto às casas e a proliferação de insetos, constitui um bom ambiente para os escorpiões, pois aí eles encontram alimentação farta: aranhas e insetos como baratas, grilos e moscas. Quando não encontram comida, os escorpiões praticam o canibalismo, isto é, devoram os seus semelhantes.
            O veneno dos escorpiões é neurotóxico. Agindo especialmente sobre o sistema nervoso, pode causar a morte por asfixia, pois os comandos que controlam a respiração ficam bloqueados.
            A ação do veneno é muito forte. A dor intensa que provoca no local da ferroada logo depois se irradia para todo o corpo do doente. Para acalmar as dores, os médicos, geralmente, fazem anestesia no local da ferroada e podem até sedar o paciente para que ele possa suportar o sofrimento.
            O soro antiescorpiônico é o único remédio eficaz contra as ferroadas dos escorpiões. Ele é fabricado pelo Instituto Butantã, em São Paulo.
Acarinos (carrapatos e ácaros):

            O corpo destes animais é inteiriço, sem divisões.
            No grupo dos acarinos, encontram-se os carrapatos e os ácaros. Os carrapatos são maiores e alimentam-se geralmente de sangue de outros animais. Provocam grandes prejuízos econômicos ao homem ao parasitar animais de criação, como o boi, o cavalo e o porco. Os ácaros são bem pequeninos e muitos deles parasitam a pele de animais e do homem, provocando doenças, como a sarna. Muitas espécies de ácaros parasitam plantas cultivadas, causando sérios prejuízos na agricultura, mas a maioria é de vida livre.
Quilópodes (centopéia) e diplópodes (piolho-de-cobra):
            Esses animais têm o corpo formado por um grande número de segmentos nos quais se localizam muitas pernas. É por isso que eram chamados miriápodes (do grego myriás = "dez mil"; podos = "pé"). Certamente era um exagero.
            Eles, no entanto, apresentam algumas diferenças importantes. Por isso são classificados atualmente em dois grupos: quilópodes (centopéia) e diplópodes (piolho-de-cobra).
            Os quilópodes possuem o corpo achatado. No primeiro segmento existe um par de garras com as quais o animal injeta veneno em suas vítimas. Em cada um dos outros segmentos encontra-se um par de pernas articuladas.
            As centopéias, também chamadas de lacraias, vivem geralmente em países quentes. Durante o dia, geralmente escondem-se embaixo de pedras, galhos ou folhas caídas. À noite saem do esconderijo para caçar minhocas e insetos, dos quais se alimentam. A centopéia crava as garras em suas presas e injeta-lhes veneno, matando-as. No homem, o veneno não é mortífero, embora provoque dores, inchações e vermelhidão no local da picada.
            Os diplópodes possuem corpo cilíndrico e em cada segmento existem dois pares de pernas. O corpo é dividido em cabeça e tronco.
            Esses animais habitam de preferência lugares úmidos - embaixo de pedras e folhas mortas ou dentro de troncos apodrecidos - e alimentam-se de vegetais mortos.
Curstáceos:
Os crustáceos são animais invertebrados. O grupo é bastante numeroso e diversificado e inclui cerca de 50 000 espécies descritas. A maioria dos crustáceos são organismos marinhos, como as lagostas, camarões, cracas, percebes, tatuís (Emerita brasiliensis, que vivem enterrados nas areias das praias do Brasil), os siris e os caranguejos, mas também existem crustáceos de água doce, como a pulga-d'água (Daphnia) e o camarão do rio São Francisco do estado da Bahia (Brasil) e mesmo crustáceos terrestres como o bicho-de-conta.

Podem encontrar-se crustáceos em praticamente todos os ambientes do mundo, desde as fossas abissais dos oceanos até glaciares e lagoas temporárias dos desertos.

C U R I O S I D A D E S:

  • Com  a chegada do inverno começam a aumentar os casos de alergia: asmas, rinites e sinusites. Apesar de não serem os únicos vilões, os ácaros são responsáveis por muitos casos de alergia, uma reação exagerada do sistema imunológico, que é ativado toda vez que a pessoa entra em contato com o agente causador do problema.
            Aracnídeos pequenos, os ácaros possuem cabeça,   tórax e abdome fundidos. Algumas espécies, que são capazes de provocar alergias em seres humanos, são comumente encontradas na poeira domiciliar, alojando-se também em cobertores, colchões, travesseiros, lençóis e tapetes. Alimentam-se de partículas de comida e até mesmo de células mortas que ficam nos lençóis.
            Na natureza, os ácaros se encontram no solo, humo, água doce ou salgada e podem parasitar plantas e animais.
  • Parentes dos trilobitas, os límulos raramente são vistos, pois vivem nas grandes profundezas do oceano. Medem cerca de trinta centímetros de comprimento e são considerados verdadeiros fósseis vivos. Possuem um cefalotórax articulado com um abdome em forma retangular, de onde sai um longo espinho. No cefalotórax, há um par de olhos semelhantes aos dos animais trilobitas.
            Os límulos também são artrópodes porque possuem vários pares de pernas articuladas, com pinças. São dotados de um exoesqueleto resistente e respiram por brânquias.
            Erroneamente foram classificados como crustáceos, mas os cientistas descobriram que esses animais são na verdade parentes dos aracnídeos.
            Os límulos alimentam-se de vermes e moluscos que encontram no lodo do fundo do mar. Na época de reprodução, são vistos aos milhares saindo das praias da Ásia e do litoral leste da América do Norte. Nas noites de maré alta, cavam pequenos nichos, onde as fêmeas depositam ovos. As larvas são levadas pela maré para o alto-mar.
  • A cópula das aranhas é muitas vezes um momento de risco para o macho. Na maioria das vezes ele é menor e pode ser devorado pela fêmea. Alguns machos atraem as fêmeas para fora de suas teias, fazendo-lhes a corte. Outros embrulham insetos, que são cedidos para as fêmeas. Enquanto elas devoram o inseto, os machos realizam a cópula.
            As aranhas são capazes de suportar invernos rigorosas, mantendo-se relativamente ativas, mas algumas, como as aranhas de alçapão, hibernam fechando suas tocas com uma "porta" de fios de seda.
            Todas as aranhas têm veneno e capacidade de picar, o que é diferente é o efeito que o veneno produz nos diversos animais. Quando matam um inseto, elas despejam sobre ele seus sucos digestivos e depois chupam o material nutritivo digerido de dentro do exoesqueleto.
  • Há alguns anos atrás, mais precisamente em 1995, vários bairros de classe média alta de São José dos Campos (SP) foram invadidos por escorpiões (principalmente os dos tipos Tityus serrulatus - escorpião amarelo e Tityus bahiensis).
            Assustados, os moradores apontaram como principal culpado o desleixo na limpeza da cidade. Foram encontrados escorpiões dentro de casa, de tênis, de globo de luz, de mochilas de crianças, no meio de cobertas e em banheiros.
            As péssimas condições de conservação da área verde e das praças da vizinhança foram responsáveis pelo surgimento de animais peçonhentos. Esses locais públicos estavam cobertos por mato e funcionavam como depósitos de entulhos.
            Sem que a administração pública solucionasse o problema, alguns moradores resolveram agir sozinhos. Entre as medidas que eles tomaram, uma era, no mínimo, curiosa. Um deles comprou vinte galinhas para dar cabo dos invasores. Além da galinha, os predadores naturais do escorpião são: sapo, coruja e siriema.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Filo:Artrópoda


Os artrópodes são animais cuja principal característica é a presença de apêndices articulados, ou seja, articulação dos membros locomotores, pés e pernas. Reúnem mais de 1 milhão de espécies catalogadas, com outras inúmeras a serem descobertas.
 Esses organismos possuem ampla dispersão geográfica, habitando os mais distintos ambientes: aéreo, terrestre e aquático, cada qual adaptado às condições adversas do ecossistema a que pertencem.
   Tamanha diversidade e distribuição são atribuídas à presença anatômica de um exoesqueleto quitinoso (polissacarídeo / açúcar nitrogenado), substância secretada por células da epiderme, sendo um aspecto evolutivo determinante quanto à existência deste ao longo da evolução.

Atualmente, o Filo Arthropoda é subdividido em três subfilos, de acordo com a organização corporal, presença e número de antenas e número e tipos de apêndices torácicos, sendo:

Subfilo Crustacea (crustáceos) → camarões, caranguejos, cracas e lagosta;

Subfilo Chelicerata (quelicerados) → escorpiões, aranhas, ácaros e carrapatos;

Subfilo Uniramia (unirrâmios)→ formigas, libélulas, baratas, mosquitos, gafanhotos, abelhas, traças, piolho-de-cobra (diplópodes), lacraia e centopéia (quilópodes). 


Principais características dos artrópodes:

São animais metamerizados (corpo segmentado), triblásticos (com três folhetos germinativos), celomados (cavidade geral do organismo) e simetria bilateral.

- Sistema digestivo completo;
- Sistema circulatório aberto;
- Sistema respiratório diversificado: branquial, traqueal e pulmonar ou filotraqueal;
- Sistema excretor realizado por glândulas verdes, túbulos de malpighi ou glândulas coxais;
- Sistema nervoso constituído por vários gânglios nervosos fundidos;
- Sistema sensorial formado por olhos simples ou compostos e sensores táteis e químicos.
- A reprodução é sexuada, sendo as espécies dióicas com fecundação interna ou externa. O desenvolvimento e direto ou indireto, com metamorfose gradual (hemimetábolos) ou completa (holometábulos). 

Os artrópodes têm (1) apêndices articulados e (2) o corpo segmentado, envolvido num (3) exoesqueleto de quitina (números da imagem acima). Os apêndices estão especializados para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa e para a locomoção. São estas "patas articuladas" que dão o nome ao filo e que o separam dos filos mais próximos, os Onychophora e os Tardigrada[1].O exoesqueleto é uma camada de cutícula quitinosa que reveste externamente todo o corpo dos artrópodes. Ele apresenta placas articuladas e contínuas. A presença de fenol na placa a deixa mais rígida e com a cor mais escura.

Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado, mas sua metameria não é tão evidente como a dos anelídeos; isso porque sua metameria heteronôma: os metâmeros (segmentos) diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se para a formação de tagmas que, como nos insetos, são tipicamente:

  • Cabeça;
  • Tórax
  • Abdómen.

Dentre as diferentes classes de artrópodes há casos em que dois ou mais tagmas se unem formando uma única peça como é o caso de certos grupos de crustáceos em que os tagmas cabeça e tórax se unem formando o cefalotórax e nos quilópodes e diplópodes em que o tórax se une com o abdômen formando o tronco. No subfilo Chelicerata os tagmas denominam-se prossoma (que corresponde ao cefalotórax) e opistossoma (que corresponde ao abdômen)

O primeiro segmento da cabeça é denominado ácron e normalmente suporta os olhos, que podem ser simples ou compostos. O último segmento do abdômen é terminado pelo télson. Cada segmento contém, pelo menos primitivamente, um par de apêndices.

Para poderem crescer, os artrópodes têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, num processo designado muda ou ecdise(é uma troca periódica do exoesqueleto, sendo o tempo e a quantidade de trocas variáveis de acordo com a espécie e as condições ambientais). O ponto de começo da ecdise é na linha de muda.

Por fazerem mudas, eles fazem parte do clado Ecdysozoa, que é um dos maiores grupos do reino animal, incluindo ainda os nematódeos, os Nematomorpha, os Tardigrada, os Onychophora, os Loricifera, os Priapulida e os Cephalorhyncha.

Diferentemente de anelídeos e moluscos,a excreção dos artrópodes é realizada por Túbulos de Malpighi,ou por glândulas especializadas, e não por nefrídeos.

Muitos grupos de artrópodes respiram por um sistema de traqueias, túbulos que abrem para o exterior através de poros na cutícula chamados espiráculos, e que se estendem por todo o corpo, promovendo a troca de gases.. Nos aracnídeos, existe também as chamadas filotraquéias ou pulmões foliáceos. Crustáceos respiram por brânquias e insetos aquáticos têm brânquias ligadas ao sistema de traqueias.

O sistema circulatório dos artrópodes consiste numa bateria de corações que se dispõem ao longo do corpo e que bombeiam a hemolinfa (o "sangue" destes animais na maior parte das vezes não contém hemoglobina, baseada em ferro, mas sim hemocianina, baseada em cobre), que se encontra banhando os tecidos. Nos insetos, os pigmentos respiratórios estão ausentes.
O sistema nervoso, de um modo geral, é como o dos anelídeos: gânglios cerebróides anterior dorsal, seguido de um par de nervos ventrais, com um par de gânglios por segmento. Porém nos artrópodes existe um alto grau de cefalização, o cérebro é formado pela fusão dos gânglios cerebróides, e tem três regiões distinguidas: o protocérebro, o deuterocérebro e o tritocérebro.
Os artrópodes são geralmente dióicos, com fecundação interna, utilizando de apêndices modificados para transferência de espermatozóides.
Embora alguns artrópodes tenham um padrão de desenvolvimento embrionário semelhante a dos anelídeos, na maior parte os ovos dos artrópodes são ricos em alimento e centrolécitos, a albummina, que fica no centro do ovo, deixando na periferia citoplasma sem albumina. Ocorre a clivagem superficial do ovo e o embrião desenvolve-se na periferia do ovo.
Os artrópodes são protostômios e possuem um celoma reduzido a um espaço à volta dos órgãos da reprodução e da excreção.